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OAB-RJ denuncia amanhã a Direitos Humanos "flagelo" das milícias

segunda-feira, 9 de março de 2009 às 17h23

Brasília, 09/03/2009 - O presidente da Seccional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) do Rio de Janeiro, Wadih Damous, participará às 9h30 de amanhã (10) de reunião ordinária da Secretaria Especial dos Direitos Humanos, em que se debaterá a atuação dos grupos de milícias que vêm assustando o Rio de Janeiro. O convite a Damous foi enviado pelo ministro da Secretaria Especial dos Direitos Humanos, Paulo Vannuchi, tendo em vista as denúncias recorrentes feitas pela OAB-R sobre essa prática, à qual Damous classificou de "verdadeiro flagelo". A reunião será realizada na sede da Secretaria de Direitos Humanos, no edifício do Ministério da Justiça, em Brasília.

Para o presidente da OAB-RJ, as milícias se constituem em um verdadeiro crime organizado porque contam com a participação efetiva de agentes públicos, policiais e agentes penitenciários, o que torna ainda mais grave a sua existência. "Esses grupos buscam seduzir setores da sociedade do Rio se dizendo combatentes do crime organizado, que atuariam no vácuo da ausência do poder público. Mas, na verdade, são os próprios agentes do poder público que organizam esses bandos, à margem da lei", alertou Damous para a prática das milícias, que, segundo ele, "extorquem, roubam, torturam e matam a população".

Wadih Damous criticou a postura do Estado diante desses grupos e a falta de uma política mais enérgica, assim como se vê, por exemplo, no combate às quadrilhas de narcotraficantes. "Não se vê essa mesma vontade, a mesma energia e o mesmo interesse por parte do Estado no combate aos grupos de milícias, que se passam por justiceiros, mas são tão ou mais criminosos que verdadeiros bandidos".

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