Britto apóia movimento no MS alarmado com assassinatos banais
Campo Grande (MS), 24/05/2007 – A violência que tem ocorrido em Mato Grosso do Sul é, na verdade, consequência direta de problemas de âmbito nacional. Em face dessa constatação, o presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Cezar Britto, participa logo mais de sessão na Assembléia Legislativa do Estado durante a qual será manifestado o apoio da OAB Nacional ao movimento “MS contra a Violência”, lançado pela OAB-MS para tentar conter os crescentes percentuais de criminalidade. O presidente da OAB-MS, Fábio Trad, relatou a Cezar Britto que o Estado assiste de forma perplexa ao aumento nas estatísticas criminais. No entanto, o que mais assusta não é a expressão quantitativa dessas incidências , mas a dimensão qualitativa, uma vez que têm ocorrido muitos homicídios por motivos banais e crimes sem qualquer motivação ou justificativa.
“Em razão disso, para resgatar a importância dos valores da vida, da integridade física, do respeito, tolerância e a solidariedade, é que estamos liderando o MS contra a Violência, que tem reflexo de toda a problemática nacional”, afirmou Fábio Trad. Também estarão presentes à sessão na Assembléia Legislativa o vice-presidente nacional da OAB, Vladimir Rossi Lourenço, o conselheiro federal da entidade pelo Estado, Geraldo Escobar, e toda a diretoria da OAB do Mato Grosso do Sul.
Fábio Trad agradeceu a vinda de Cezar Britto a Campo Grande para manifestar o apoio nacional da entidade ao movimento, que tem recebido adesões importantes de segmentos sociais e do governo do Estado. Além de participar logo mais da sessão na Assembléia Legislativa, Cezar Britto se reúne às 15h de hoje com o governador do Mato Grosso do Sul, André Puccinelli, para discutir novas medidas antiviolência.
O presidente da OAB sul mato-grossense pediu, ainda, que o Conselho Federal da OAB também se debruce sobre a questão da violência em suas próximas sessões, como já está previsto. Ele lembrou que o Conselho Federal possui grandes estudiosos da Criminologia entre seus membros e detém o poder institucional de cobrar do poder público a implantação de propostas efetivas de combate à violência. “O diagnóstico é consensual, pois a violência aumenta em todo o país, agora precisamos saber de que forma podemos conter esses índices e colocá-los em níveis aceitáveis”, finalizou Fábio Trad.
