OAB-MS: CPI deve desvendar relação de políticos e empreiteiros
Campo Grande (MS), 24/05/2007 – “Defendo a CPI como um instrumento legítimo de investigação por parte do poder legislativo federal para que revele à sociedade brasileira a dimensão, os limites e as características da relação entre políticos e empreiteiros no Brasil, que sabemos ser muito duvidosa e promíscua”. Dessa forma o presidente da Seccional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) do Mato Grosso do Sul, Fábio Ricardo Trad, saiu hoje (24) em defesa da instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) séria para averiguar a fundo o relacionamento entre empresas empreiteiras e o governo, na linha do que vem defendendo o presidente nacional da OAB, Cezar Britto. O problema foi apontado sobretudo pela Operação Navalha, da Polícia Federal, que resultou na prisão de parlamentares, ministros e funcionários do governo acusados de recebimento de propina.
Fábio Trad destacou que quanto mais séria e refratária for a CPI às luzes das câmeras de TV, melhor será para o País. “Respeitando-se os limites constitucionais da investigação e, sobretudo, o compromisso ético de investigar a fundo as denúncias de uso indevido de recursos públicos”. Questionado se as sucessivas CPIs instaladas no Congresso Nacional não teriam desgastado esse mecanismo de investigação, Fábio Trad entende que esse fato não impede ou intimida novas investigações por parte do Poder Legislativo.
“Quando surgem escândalos, denúncias graves de irregularidades ou de desvio do dinheiro público, entendo que é dever do Poder Legislativo federal investigar a fundo todos os envolvidos, doa a quem doer”, acrescentou o presidente da OAB sul mato-grossense. Trad e Cezar Brito estarão juntos logo mais em Campo Grande, onde o presidente nacional da OAB manifestará o seu apoio ao movimento “MS contra a Violência”, lançado pela Seccional como um alerta à sociedade para o aumento dos índices de criminalidade e violência no Estado.
