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OAB-PE cobra rigor em investigações sobre possível execução

quarta-feira, 23 de maio de 2007 às 12h36

Recife, 23/05/2007 - O presidente da Secional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) de Pernambuco, Jayme Asfora, defendeu hoje (23) a apuração rigorosa da possível execução, no último domingo, do mototaxista Rogério Ferreira Rodrigues e do desempregado Manoel Luciano Ferreira da Rocha, cujos corpos foram encontrados com marcas de tortura e disparos de arma de fogo, em Alagoas. Os dois homens eram suspeitos de terem assassinado, na última quinta-feira, o soldado da Polícia Militar Edjasme Guedes, no município de Bom Conselho, no agreste pernambucano.

Segundo Asfora, “se houve a participação de policiais na execução, eles têm de ser expulsos do serviço público. E se for comprovada a conivência dos comandantes, é preciso exonerá-los”. Além disso, o presidente da OAB pernambucana acredita que esse tipo de ação, caso se verifique a participação de policiais, desmoraliza o Estado. Em sua opinião, não é possível mais admitir que a indignação popular recaia apenas sobre os casos de homicídios envolvendo pessoas das classes média ou alta. “Dois jovens foram executados como acontecem, diariamente, diversos outros homicídios no Estado. Precisamos reagir sempre, não importa a motivação ou os envolvidos nesses crimes”.

O possível envolvimento de policiais na execução dos suspeitos deve-se ao fato de, na última sexta-feira, o diretor-geral de Operações da Polícia Militar de Pernambuco, Coronel Luiz Meira, ter informado à imprensa que os dois homens haviam sido mortos em confronto com policiais militares do Batalhão de Garanhuns. Depois que divulgou a notícia e de averiguar a verdade, Meira teria descoberto que a tal troca de tiros não ocorreu. Os cadáveres apresentavam marcas de tortura e vários tiros de pistola 380 e espingarda calibre 12. Uma das vítimas estava com as mãos amarradas para trás. Os corpos foram necropsiados no Instituto de Medicina Legal (IML) de Arapiraca, distante 120 quilômetros de Maceió.

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