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Britto defende afastamento de juízes para preservar Judiciário

sexta-feira, 27 de abril de 2007 às 10h52

Belo Horizonte (MG), 27/04/2007 – O presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil, Cezar Britto, defendeu hoje (27) o afastamento de todos os magistrados envolvidos em suspeitas de corrupção que foram presos recentemente ou estão sob investigações, como forma de se preservar a imagem do Poder Judiciário e até de assegurar a defesa dos acusados. Para Britto, as últimas operações da Polícia Federal, sobretudo a Furacão – na qual foram arrolados por suspeita de venda de sentenças quatro desembargadores e o ministro Paulo Medina, do Superior Tribunal de Justiça, além advogados e bicheiros -, deixaram a imagem do Judiciário arranhada. “E uma forma de evitar que esse arranhão se transforme em ferida aberta é afastando da atividade judicante aqueles envolvidos nos escândalos, para garantia da imagem do Poder Judiciário e a segurança na própria defesa dos acusados”, afirmou Britto.

“Acho que o Judiciário deve tomar essas precauções porque ele é um Poder fundamental ao Estado democrático de Direito e é o encarregado da tarefa difícil, mas que não se pode recusar, de levar Justiça aos cidadãos - ainda mais num país que é campeão de injustiça e desigualdade social, o que impõe a necessidade do devido cuidado para que o arranhão não se torne numa ferida grave”, alertou o presidente nacional da OAB. Suas declarações foram dadas em entrevista na capital mineira, onde participou da abertura do Congresso Nacional de Jovens Advogados.

Para o presidente nacional da OAB, os últimos escândalos envolvendo magistrados e advogados “arranharam” credibilidade do Poder Judiciário, cabendo agora a seus integrantes atuar para que o arranhão não se torne uma lesão. “O Judiciário precisa de credibilidade para se manter enquanto poder, e é também o poder que mais precisa ser reconhecido pelo cidadão”, observou Cezar Britto. “O cidadão precisa ter fé no Judiciário para que não seja estimulado a fazer da justiça um ato privado, para que não voltemos ao tempo da vingança privada”.

Na sua avaliação, contudo, tais escândalos não chegam a “ferir” a imagem do Poder Judiciário. “Na amplíssima maioria, o Judiciário é extremamente sério e merece o respeito da sociedade”, destacou. Cezar Britto analisa também, quanto aos escândalos que vieram à tona na operação Furacão, que “parte do que está acontecendo só se tornou visível ao público por ação do próprio Judiciário, que está sabendo separar o joio do trigo”. A própria Furacão, lembrou, foi comandada por um ministro do Supremo Tribunal Federal, Cezar Peluso.

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