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Tarso põe PF em investigação de morte de membro da OAB-RO

segunda-feira, 2 de abril de 2007 às 11h27

Brasília, 02/04/2007 – O ministro da Justiça, Tarso Genro, telefonou para o presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Cezar Britto, para informá-lo que designou a Polícia Federal para conduzir as investigações do assassinato do advogado Valter Nunes de Almeida, presidente da Subseção da OAB de Cacoal (RO), e que a apuração dos mandantes do crime e dos atiradores são prioridade da PF. Valter de Almeida foi morto com cinco tiros na última sexta-feira dentro do próprio escritório, em Cacoal, distante quatrocentos quilômetros de Porto Velho. Cezar Britto havia telefonado ao ministro da Justiça pedindo a atuação da PF ainda na sexta-feira, logo que tomou conhecimento do crime.

As primeiras informações da polícia dão conta de que três homens armados e encapuzados entraram no escritório por volta das 14h30 da sexta-feira (30), renderam a secretária e executaram o advogado sem qualquer chance de reação. Ele morreu sobre a mesa de trabalho. Nada foi roubado do escritório.
Valter Nunes de Almeida havia sido eleito presidente da Subseção da OAB de Cacoal em novembro do ano passado, para o triênio 2007-2009. Ele presidiu a mesma entidade outras duas vezes, no período de 1998 a 2000 e de 2001 a 2003.

O presidente da Seccional da OAB de Rondônia, Hélio Vieira, suspeita que o crime possa ter ocorrido a mando de caciques da etnia cinta-larga, como uma represália à atuação da Subseção em face de sua rígida atuação depois que membros da tribo contrataram dois pistoleiros para tentar matar um outro advogado da cidade, Zílio Cezar Politano. Os pistoleiros, que foram imobilizados na tentativa de matar Zílio, confessaram à polícia terem sido contratados pelo índio Payamãn Cinta Larga, que está preso.

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