Reunião inédita realizada por OAB-AM busca saídas para Justiça
Manaus (AM), 16/03/2007 - Pela primeira vez na história amazonense, o Poder Judiciário senta-se à mesa com outras entidades para discutir problemas e apontar soluções para a Justiça. A convite da Seccional do Amazonas da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), reuniram-se para o debate a Defensoria Pública, a Associação de Magistrados do Amazonas (Amazon) e o Tribunal de Justiça do Estado (TJ-A). Sobre a mesa, desde a pontualidade e produtividade de juízes até temas como a informatização da Justiça.
Representantes das cinco instituições passarão a integrar uma comissão que dará prosseguimento ao trabalho. "Essa sessão é histórica. O reconhecimento de que é necessário mudar por dentro coloca o Judiciário amazonense na vanguarda", afirmou o presidente da OAB-AM, Aristófanes Bezerra de Castro Filho. Nesse primeiro encontro, a OAB encaminhou ao TJ amazonense documento no qual aponta dez pontos falhos do funcionamento do Judiciário identificados pela advocacia.
Acesso dos advogados aos juízes sem hora marcada, horários de chegada e saída dos magistrados e produção mínima por Vara foram alguns dos pedidos apresentados pela Seccional. Os advogados também fizeram críticas ao funcionários dos tribunais, que, segundo eles, adotam práticas para preteri-los, como a conhecida "cortina de armários", que bloqueia o contato com os diretores de Varas. "Estamos trazendo os problemas que percebemos. Eles (o TJA) têm os problemas deles e nós não vamos dizer como eles devem controlar os horários de juízes. Mas algumas coisas são muito simples, como a cortina de armários: retire-se a cortina", sugeriu Aristófanes Filho.
