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OAB defende fim de “senador clandestino” na reforma política

terça-feira, 27 de fevereiro de 2007 às 09h44

Brasília, 27/02/2007 – O presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Cezar Britto, defendeu hoje (27), durante entrevista, que o Congresso Nacional promova, urgentemente, uma profunda reforma para que seja remodelada a estrutura política do País, "a fim de que expressões como mensalão, sanguessugas e valeriodutos e cooptação deixem o cenário nacional e sejam substituídos por palavras como política e não politicagem, como coalizão, respeito e transparência à vontade do eleitor". Para ele, a reforma deve incluir também a redução do mandato de senador de oito para quatro anos e a extinção do que ele chama de “senador clandestino”, o suplente que assume a vaga do titular sem que para isso tenha recebido um único voto sequer.

Britto defendeu que a reforma política deve ser agora para valer até porque ela se constitui como uma exigência da sociedade brasileira. Por este motivo, o Conselho Federal da OAB encaminhou em dezembro último as suas propostas para a reforma política ao ministro Tarso Genro, das Relações Institucionais. Agora, as propostas da OAB serão enviadas aos presidentes da Câmara e do Senado, Arlindo Chinaglia e Renan Calheiros, respectivamente. Fidelidade partidária, financiamento público de campanha, redução de mandato dos Senadores são algumas das medidas propostas pela OAB.

“Não há possibilidade de retrocesso no encaminhamento da reforma política, vamos fazê-la para melhorar a cara do País", sustentou Cezar Britto."Vamos estabelecer a fidelidade partidária, o fim da reeleição, o fim do famoso senador clandestino - aquele que é eleito como suplente e ninguém sabe quem é, sem ter se submetido à votação popular, além de encurtar o prazo do mandato do senador para quatro anos e agilizar os mecanismos de cassação dos parlamentares que abusam economicamente e compram votos, o chamado ''recall''".

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