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Britto condena anistia casuística a envolvidos no mensalão

segunda-feira, 5 de fevereiro de 2007 às 15h21

Brasília, 05/02/2007 - O presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil, Cezar Britto, afirmou hoje (05) que a sociedade brasileira repudiará qualquer tentativa do Poder Legislativo de aprovar eventual anistia política aos políticos envolvidos no escândalo do mensalão. "Uma medida dessas seria uma manobra casuística que, se passasse, representaria uma nódoa para a democracia e um retrocesso inaceitável para a cidadania, que condenou expressamente o esquema de cooptação conhecido como mensalão", afirmou Cezar Britto.

A tese da devolução do mandato de deputado federal a José Dirceu e aos demais parlamentares recentemente cassados, para o presidente nacional da OAB, é absurda e não encontraria amparo político na sociedade. “O Congresso tem que refletir a vontade do povo, seu soberano. Não se tem dúvida do descompasso da legislatura passada, especialmente na questão dos mensaleiros. Anistiar e não punir mensaleiros são erros que se equivalem, ambos enquadrados na mesma classe corporativa que tanto mal causa ao Brasil. O Brasil não merece a reprise do dramalhão político que pautou o parlamento em tempos tão recentes”, criticou.

Cezar Britto avalia que a notícia da retomada dos direitos políticos por José Dirceu, nesse momento, é fruto apenas das especulações políticas do início da legislatura e acredita que a tese não prosperará. "Até pelas dificuldades políticas que a tese encerra, ela já nasce praticamente inviabilizada", considerou o presidente nacional da OAB.

Para ele, o novo Congresso Nacional e as forças políticas do País estão mais interessadas em fazer avançar a democracia e as medidas que coloquem o país na rota do crescimento econômico sustentado, capazes de assegurar emprego, renda e justiça à cidadania. "É esta a agenda positiva que a sociedade espera de seus representantes, ao lado do compromisso com a ética, a probidade e o zelo com a coisa pública, para que não se repita o triste esquema do mensalão", concluiu.

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