Governo do Rio quer OAB discutindo problemas do Estado
Rio de Janeiro, 18/01/2007 - O governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB), afirmou hoje (18) que o espaço está franqueado ao Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) para a discussão de problemas do Estado, notadamente quanto ao crescimento dos índices de violência e a agenda das políticas públicas no Rio de Janeiro. " A Ordem tem uma capilaridade muito grande hoje com suas Seccionais e, paralelamente a essa ação corporativa necessária, a OAB tem esse papel de vanguarda na discussão dos problemas estaduais e nacionais", afirmou o governador fluminense, ao participar da cerimônia de posse dos dirigentes da Seccional da OAB do Rio de Janeiro. A solenidade foi realizada na noite de hoje no Salão Nobre do Hotel Glória e contou com a presença do secretário-geral do Conselho Federal da OAB, Cezar Britto. Na ocasião, o advogado Wadih Nemer Damous Filho foi empossado presidente da Seccional.
Sérgio Cabral destacou que a Ordem detém papel muito importante no cenário atual. Ele citou trechos do discurso feito por Cezar Britto na solenidade, no qual defendeu a importância de uma ampla e urgente reforma política para o Brasil. "Há outras agendas correlatas à reforma política nas quais a Ordem pode entrar muito fortemente. Quero me colocar à disposição para estar com a Ordem, constuindo uma sociedade mais justa e mais fraterna no Rio de Janeiro", acrescentou o governador Sérgio Cabral. "Propomos à entidade um verdadeiro pacto federativo para fazer o Brasil evoluir em sua agenda pública".
Já Cezar Britto destacou a história da OAB em vários pontos - fim das torturas, a volta do habeas corpus, o estabelecimento da anistia e a convocação da Assembléia Nacional Constituinte. "Foi assim quando exigiu ética na política, assinando o impeachment que corretamente afastou o ex-presidente Fernando Collor de Mello. Foi assim quando denunciou o escândalo da venda das estatais brasileiras. Foi assim quando lutou para criar o Conselho Nacional de Justiça e combater o nepotismo e sua absurda idéia de que somente os nascidos em berços juridicamente explêndidos poderiam ocupar cargos públicos", afirmou Cezar Britto.
Em seu discurso de posse, Wadih Damous defendeu a garantia da manutenção das prerrogativas profissionais da advocacia, criticou a atuação de membros do Ministério Público e de magistrados que se recusam a receber advogados em seus gabinetes e reivindicou o fim das revistas arbitrárias de profissionais da advocacia nas entradas dos Fóruns. Wadih Damous afirmou que a entidade não arredará um milímetro sequer quando o assunto for a garantia das prerrogativas profissionais dos advogados.
Assumiram a diretoria da entidade para o triênio 2007/2009 juntamente com Damous os advogados Lauro Schuch (vice-presidente), Marcos Luiz Oliveira de Souza (secretário-geral), Marcelo Feijó Chalréo (secretário-geral adjunto) e Sérgio Fisher (tesoureiro), além de dirigentes da Caixa de Assistência dos Advogados do Estado.
Também participaram da cerimônia o membro honorário vitalício da OAB Nacional e ex-presidente da entidade, Hermann Assis Baeta, o presidente da Seccional da OAB de Pernambuco, Jayme Asfora, e o presidente da União Internacional dos Advogados (UIA), Paulo Lins e Silva, além do jurista Arnaldo Sussekind, do presidente da Associação Brasileira de Imprensa (ABI), Maurício Azêdo, magistrados, procuradores, membros do Ministério Público e dos governos estadual e nacional.
