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OAB: absolvição de Suassuna é desalento e estimula impunidade

terça-feira, 28 de novembro de 2006 às 12h57

Brasília, 28/11/2006 – O presidente em exercício do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Aristoteles Atheniense, criticou hoje (28) a decisão do Conselho de Ética e Decoro Parlamentar do Senado Federal, de aprovar uma simples censura verbal ao senador Ney Suassuna (PMDB-PB), citado no relatório parcial da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito dos Sanguessugas. ”O mais grave não é o fato de o senador ter sido absolvido, mas o estímulo que se cria à impunidade”, afirmou Aristoteles. “É um estímulo para que outros parlamentares que se vejam em uma situação como essa se tornem ainda mais audaciosos e audazes do que já são”.

A decisão quanto à simples censura verbal baseou-se em voto em separado apresentado pelo senador Wellington Salgado (PMDB-MG). Ao proceder dessa forma, o Conselho de Ética e Decoro Parlamentar rejeitou o relatório do senador Jefferson Péres (PDT-AM), que pedia a cassação de Suassuna por quebra de decoro parlamentar. A censura será lida na próxima semana pelo presidente do colegiado, senador João Alberto Souza (PMDB-MA).

Aristoteles enxergou a decisão como mais um desencanto por parte da sociedade brasileira diante dos atos da classe política e se diz descrente diante a possibilidade de mudanças que impeçam que conceitos como ética e moral continuem sendo banalizados no país.

“Esperávamos que, após as eleições, fatos como esse fossem deixar de acontecer, que uma tendência de mudar surgiria, mas o indicativo é que esse cenário de impunidade será, cada dia mais, crescente”, afirmou o presidente em exercício da OAB Nacional. “Vamos iniciar uma nova legislatura no Congresso, mas os métodos de auto defesa dos parlamentares, ao que parece, vão continuar os mesmos”.

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