Presidente da OAB-SE homenageia perseguidos durante regime militar
Aracaju , 18/05/2009 - Na solenidade de abertura dos trabalhos da Comissão Nacional de Anistia do Ministério da Justiça, que está sendo realizada na sede da OAB de Sergipe, em Aracaju, o presidente da entidade, Henri Clay Andrade, fez uma homenagem a todos aqueles que foram presos, perseguidos e torturados durante o regime militar. "É um gesto inigualável e induvidoso em respeito a uma geração que lutou por liberdade e combateu o arbítrio", resumiu Henri Clay numa referência à presença do ministro Tarso Genro, da Justiça, à solenidade de abertura dos trabalhos da Comissão de Anistia. "Aqui se vive um momento histórico e único em que se celebra uma geração de verdadeiros heróis", enfatizou Henri Clay em discurso proferido durante a solenidade.
"A OAB de Sergipe faz esta homenagem a três personalidades, mas a homenagem se estende a todos que, de forma autêntica, doaram suas vidas por uma causa republicana, que doaram suas vidas em favor da liberdade e contra o arbítrio", justificou Henri Clay. O presidente da Seccional fez uma reflexão sobre o período ditatorial, lembrando que quatro parlamentares sergipanos foram cassados à época: Viana de Assis, Nivaldo Santos, Baltazar Santos e Cleto Maia.
Para Henri Clay, a sessão de julgamento da Comissão de Anistia caracteriza como um acerto de contas com a história de Sergipe. "A OAB de Sergipe é o palco adequado para este evento, porque a OAB tem como ideologia a defesa dos direitos humanos, da justiça social e do estado democrático de direito", enfatizou. "E que nossa esperança não se traduza em vingança", enalteceu Henri Clay.
