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Ophir: "ter muito trabalho não é o mesmo que trabalhar muito"

domingo, 8 de fevereiro de 2009 às 13h13

Belém (PA), 08/02/2009 -Ao comentar hoje (08) a existência de 750 mil processos paradosno Tribunal de Justiça do Pará, o diretor do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e ex-presidente da Seccional paraense da entidade, Ophir Cavalcante Junior, afirmou que, pelo levantamento feito, baseado em dados fornecidos pelo próprio Judiciário, constata-se o Poder Judiciário está em débito com a sociedade, pois o número de processos em tramitação ou paralisados supera - e muito - os que foram julgados. "Neste aspecto, só há uma solução: quebrar a cultura hoje reinante de que muito trabalho é o mesmo que trabalhar muito".

Segundo Ophir, os tribunais não podem iniciar o expediente às 9 horas, às vezes às 10 horas, e encerrar esse mesmo expediente às 13 horas. "As justiças estaduais deveriam funcionar em dois expedientes, como, aliás, já acontece, em algumas regiões do Brasil, com a Justiça Federal." Além do reduzido horário de trabalho, o diretor da OAB lembrou que em muitos casos os juízes trabalham de terça a quinta-feira, os chamados juizes TQQ. "Diferentemente, o cidadão comum, aquele que paga os salários dos magistrados e servidores públicos, para ganhar muitas vezes um salário mínimo ou um pouco mais, trabalha oito horas diárias".

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