OAB-SE: tortura não pode ser batizada com a nódoa da impunidade
Natal (RN), 12/11/2008 - "Tortura é a brutal negativa do direito. Trata-se de crime hediondo". Com essa afirmação, o presidente da Seccional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) de Sergipe, Henri Clay Andrade, saiu hoje (12) em defesa da imprescritibilidade dos crimes de tortura praticados durante o regime militar. "A tortura não pode ser batizada com a nódoa da impunidade", afirmou Henri Clay, ao ser questionado sobre o tema durante a XX Conferência Nacional dos Advogados. O evento foi aberto pelo Conselho Federal da OAB na noite desta terça-feira e será realizado até o próximo dia 15 no Centro de Convenções de Natal (RN).
Ainda segundo o presidente da OAB sergipana, por se tratar de crime hediondo, a tortura funcionou como um atentado contra a humanidade. "O fundamento da República Democrática do Brasil é a dignidade da pessoa humana. Sem ela não há nação, não há cidadania e nem soberania", finalizou Henri Clay.
