OAB-RJ: morte de jovem por PM expôs militarização no MP e Judiciário
Rio de Janeiro, 02/07/2008 - "Vejo com muita preocupação essa verdadeira militarização do Ministério Público e do Poder Judiciário no Rio". A afirmação foi feita hoje (02) pelo presidente da Seccional da Ordem dos Advogados do Brasil do Rio de Janeiro (OAB-RJ), Wadih Damous, ao citar como exemplo dramático dessa militarização o caso envolvendo o soldado PM Marcos Parreira do Carmo, guarda-costas do filho de uma promotora ameaçada de morte e que matou com um tiro no fim de semana, em Ipanema, o estudante Daniel Duque durante uma briga de jovens à saída de uma boate.
Para Damous, é fundamental que autoridades do Ministério Público e Poder Judiciário "façam a distinção entre os que de fato precisam de segurança oferecida pelo Estado, por força do desempenho de suas funções, daqueles que a demandam por mero privilégio". Segundo ele, pelo menos no Rio de Janeiro chega a ser "estarrecedor" o número de policiais militares a serviço das duas instituições, sob a justificativa ou pretexto de proteção à integridade e à vida diante de ameaças. "Boa parte desses agentes poderia estar a serviço da população no policiamento das ruas", cobrou o presidente da OAB-RJ.
