OAB-SC inicia levantamento de precatórios devidos no Estado
Florianópolis (SC), 07/12/2007 – A Seccional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) de Santa Catarina encaminhou correspondência a todos os municípios do Estado solicitando a discriminação atualizada dos credores e dos valores relativos a precatórios devidos pelo município, autarquias e fundações públicas, ano a ano, abrangendo também os valores incluídos nos orçamentos de 2007 e 2008 para pagamentos desta natureza. “A situação dos governos federal e estadual é conhecida, mas o mesmo não ocorre com os municípios. Estima-se que a dívida com precatórios no Brasil, envolvendo a União, Estados e Municípios, supere a casa dos R$ 100 milhões”, afirma o presidente da OAB-SC, Paulo Roberto de Borba.
Para que se conheça precisamente a situação da dívida pública da administração municipal em Santa Catarina, a OAB-SC, por meio da sua Comissão de Precatórios, organiza um levantamento do total de precatórios judiciais não pagos à sociedade catarinense. As informações apuradas serão divulgadas à população e remetidas aos presidentes do Tribunal de Justiça do Estado e do Tribunal Regional do Trabalho.
Segundo Paulo Borba, o que assusta é a total falta de expectativa para receber essas dívidas. "É o verdadeiro calote institucionalizado". Ainda segundo o presidente da OAB catarinense, tão rápidos para arrecadar, utilizando-se até mesmo de inscrição de devedores no Serasa, os entes públicos não têm a mesma pressa quando se trata de quitar os seus débitos. "Somente o Judiciário poderá dar uma solução efetiva para essa vergonha nacional," assegura Borba.
A correspondência sobre o assunto foi também enviada ao presidente do Tribunal de Justiça, Pedro Manoel Abreu; ao presidente do TRT12, Jorge Luiz Volpato; ao presidente do Tribunal de Contas do Estado, José Carlos Pacheco; ao procurador geral do Estado, Adriano Zanotto; ao presidente do Ipesc, Demetrius Ubiratan Hintz; e ao procurador geral de Justiça, Gercino Gerson Gomes Neto.
