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OAB-PB pede soluções urgentes para a crise na saúde

quarta-feira, 22 de agosto de 2007 às 11h20

João Pessoa, 22/08/2007 - A Seccional da Paraíba da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-PB) está acompanhando de perto os últimos acontecimentos com relação à crise que se instalou na saúde de João Pessoa. No último domingo, Elisângela Ferraz acabou morrendo enquanto esperava o fim da greve para realizar uma cirurgia no coração. Foi a primeira vítima da chamada "lista da morte", que reúne outras 500 pessoas que estão na lista de espera por uma cirurgia. Para o presidente da OAB-PB, José Mário Porto Júnior, os médicos têm o direito de reivindicar melhores condições na tabela do SUS, mas jamais colocar à vida da população em risco.

"Reconhecemos a defasagem nos valores do SUS, mas devemos lembrar o compromisso ético de todo médico, que é de salvar a vida do próximo. E o direito à vida é a primeira das obrigações constitucionais, não podendo ser subjugado por qualquer outra razão", informou José Mário Porto. Preocupado com a repercussão do caso e com a crise que parece não ter fim, a OAB-PB vai determinar que a Comissão de Direitos Humanos acompanhe a situação de perto, inclusive solicitando dados junto ao Ministério Público.

"Não podemos ficar de braços cruzados. Estamos do lado da sociedade, ainda mais porque estamos falando, em sua maioria, de pessoas carentes e que têm no Sistema Único de Saúde o último fio de esperança para resolver seus problemas. A OAB vai se colocar no papel de vigilante e certamente irá intervir se considerarmos o movimento abusivo", ressaltou o presidente da OAB, que não descarta entrar com uma ação judicial para tentar acabar com o problema.

Por fim, Porto também colocou a OAB à disposição para intermediar uma possível negociação entre os médicos e a Secretaria de Saúde de João Pessoa. "Estamos abertos a ouvir as reivindicações dos médicos e levá-las ao poder público para tentar solucionar o impasse. O mais importante é que todos sentem à mesa e possa discutir o assunto com bom senso que a situação merece, e acima de tudo, sem comprometer o atendimento ao povo", encerrou.

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