Menu Mobile

Conteúdo da página

Britto: julgamento do mensalão pode combater a impunidade

terça-feira, 21 de agosto de 2007 às 16h37

Washington (EUA), 21/08/2007 - O presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil, Cezar Britto, afirmou hoje (21) esperar que o Supremo Tribunal Federal julgue o mais rapidamente possível os denunciados por envolvimento no mensalão, “mostrando à nação que foro especial não é sinônimo de foro privilegiado ou de impunidade”. Ele sustentou também que o julgamento que o Supremo iniciará amanhã, para decidir se aceita ou não a denúncia da Procuradoria Geral da República contra 40 acusados de envolvimento no mensalão, “pode sinalizar à nação que a impunidade perdeu um grande aliado, que é hoje a morosidade judicial”. Mas, para isso, a mais alta Corte de Justiça do País precisará ser rápida e destravar o julgamento de outros casos de foro especial que aguardam sua apreciação.

A seguir, as declarações do presidente nacional da OAB, Cezar Britto, feitas em Atlanta (EUA), onde cumpre visita oficial ao Judiciário americano:

“Com o julgamento do mensalão, o Supremo ativa a sua competência constitucional de julgar cidadãos brasileiros com foro especial em decorrência da função. Nesse sentido, espera-se que, depois dele, se destrave as centenas de outros processos com o mesmo fim que estão parados. De modo que, julgando esse caso e destravando outros, o STF estará indicando para a Nação que a impunidade perdeu um grande aliado, que é a morosidade judicial”, sustentou Cezar Britto, que se encontra hoje em visita ao Judiciário em Washington, nos Estados Unidos. Espera-se que a Corte maior julgue o mais rapidamente possível os envolvidos, mostrando à nação que foro especial não é sinônimo de foro privilegiado e impunidade. Espera-se ainda que o julgamento não deixe dúvida sobre a culpabilidade ou não dos envolvidos. E que este caso sirva realmente de modelo de uma Justiça ágil e que se aplica a todos os cidadãos brasileiros, independente dos cargos ou patentes”.

Recomendar

Relatar erro

O objetivo desta funcionalidade e de reportar um defeito de funcionamento a equipe técnica de tecnologia da OAB, para tal preencha o formulário abaixo.

Máximo 1000 caracteres