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Vladimir critica banalização do uso de escutas no país

terça-feira, 21 de agosto de 2007 às 08h51

Brasília,21/08/2007 - O presidente em exercício da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Vladimir Rossi Lourenço, cobrou a investigação da denúncia sobre grampos em telefones de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e criticou duramente o que chamou de “banalização” do uso de escutas telefônicas no País. “Se isso efetivamente ocorreu, deve ser investigado. Não dá para admitir que os ministros do Supremo, como qualquer outro cidadão, tenham o sigilo das ligações quebrado”, afirmou Lourenço.

Para o advogado, é preciso usar a mesma alta tecnologia que permite hoje interceptar uma ligação para identificar se houve realmente o grampo no Supremo. Em caso positivo, o segundo passo é identificar os responsáveis. “Grampo ilegal é crime e deve ser tratado como tal, como delito”, defendeu.

De acordo com Lourenço, a OAB já se posicionou “de forma clara” sobre a questão das interceptações telefônicas - defende o sigilo como preceito constitucional, admitindo o grampo em investigações só em casos excepcionais. “Em caráter absolutamente excepcional”, frisou. “Deixou-se a investigação de lado para ficar em cima de escuta. Virou o grande instrumento de investigação que nunca foi.”

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