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OAB-RJ oferece ajuda a dois pugilistas cubanos

sábado, 4 de agosto de 2007 às 15h46

Rio de Janeiro, 04/08/2007 - Os pugilistas cubanos Guillermo Rigondeaux e Erislandy Lara, que vieram ao Rio para os Jogos Pan-Americanos, devem deixar a cidade nos próximos dias, tão logo recuperem seus passaportes. A informação foi dada hoje (04) pelo presidente da Seccional do Rio de Janeiro da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-DF), Wadih Damous, que, na noite de sexta-feira, encontrou-se com o procurador da República Leonardo Luiz Figueiredo e com o delegado federal Felício Laterça, que acompanham o caso.

Damous disse que os passaportes foram confiscados (o que seria praxe em Cuba, para impedir que eles viajassem depois de chegar ao Brasil e não voltassem mais a seu país) e que já estariam sendo providenciados para que pudessem partir. "Particularmente, acho que eles deveriam poder voltar, já que manifestaram essa vontade. Mas o delegado acha que é preciso que eles prestem esclarecimentos sobre o suposto aliciamento que sofreram em território brasileiro. Nos próximos dias, já devem estar viajando", informou o presidente da OAB-RJ, que ofereceu ajuda da entidade aos pugilistas.

Damous se refere à curiosa versão contada por Rigondeaux e Lara sobre seu desaparecimento. Eles disseram que saíram da Vila Pan-Americana no dia 21, um dia antes do encerramento do Pan. Não foram mais vistos. A delegação cubana os considerou desertores.

No entanto, os dois alegam que não tinham a intenção de ficar no Rio: à PF, relataram que deixaram a vila para comprar um videogame. Estavam acompanhados de dois homens, que lhes teriam dado uma bebida com uma substância que os fez perder os sentidos.

A dupla teria então sido levada à revelia para Praia Seca, na Região dos Lagos (a 90 quilômetros da capital), onde foi encontrada pela polícia há dois dias. A PF investiga se houve crime de aliciamento por parte de uma empresa alemã - os homens que os teriam levado a Praia Seca seriam de origem alemã e lhes teriam dado documentos firmando contrato para que assinassem e fossem lutar na Alemanha.

Os atletas negam que quisessem lutar na Alemanha. Dizem que querem voltar para suas famílias em Cuba, onde são considerados heróis, e garantem não terem medo de represálias por parte do regime de Fidel Castro. Ambos estão num hotel em Niterói, sob liberdade vigiada - para sua própria segurança, segundo a PF. (Agência Estado)

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