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Cezar Britto apóia protesto contra inferno aéreo no país

quinta-feira, 26 de julho de 2007 às 07h10

Brasília, 26/07/2007 - Revoltados com o caos da aviação civil e com as duas tragédias que ocorreram nos últimos 10 meses, usuários do transporte aéreo de todo o país tentam articular um protesto para parar o país na quarta-feira (01). Um dos articuladores da ação, o vice-presidente da Associação Nacional em Defesa dos Direitos dos Passageiros do Transporte Aéreo (Andep), Alcebíades Santini, disse que a idéia é indústria, comércio, empresas prestadoras de serviço e organizações não-governamentais pararem de trabalhar durante uma hora.

- Queremos mostrar que o país não agüenta mais - declarou Santini.

A idéia surgiu há dois dias. Começou a ganhar corpo ontem, quando as primeiras adesões de diversos setores da sociedade foram confirmadas. Segundo o presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Cezar Britto, a sociedade precisa mostrar indignação com a precariedade do sistema aéreo nacional. Para o presidente da OAB, estão sendo desrespeitados os direitos humanos dos passageiros, como à informação, vida e segurança.

- Ainda não fomos consultados formalmente, mas, se convidados, aderiremos ao protesto. É importante que a população dê um basta a esta situação caótica - disse Britto. - Antes do acidente com o avião da TAM, a dúvida era em que hora do dia iríamos chegar ao nosso destino. Depois, passamos a ter dúvidas se, ao entrar em um avião, iremos chegar ao destino.

Santini também auxilia os parentes das vítimas da explosão do avião da TAM a criarem uma associação que concentre os esforços nas negociações de indenizações com a companhia aérea. Os parentes dos 196 mortos também se aconselham com a presidente da Associação Brasileira dos Parentes de Vítimas de Acidentes Aéreos, Sandra Assali, que perdeu o marido na queda do Fokker 100 da TAM, em 1996.

Alguns dos familiares das vítimas já começaram a se unir. Anteontem, três deles formaram uma comissão para visitar todas as dependências do Instituto Médico Legal (IML) de São Paulo. Queriam saber a razão da demora da identificação e da liberação dos corpos. Saíram de lá convencidos de que os legistas fazem o melhor possível.

- Cada um pode fazer as coisas individualmente, mas uma entidade é importante para representar os familiares junto ao Judiciário, Executivo e Ministério Público - disse Santini. - Além de acelerar o processo, a ação coletiva é melhor porque as pessoas não precisam ir a todas as audiências. Não ficam sofrendo e relembrando. (Fernando Exman do Jornal do Brasil)

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