OAB quer bloqueio em fronteiras para evitar ingresso de drogas
Brasília, 26/06/2007 – O presidente em exercício do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Vladimir Rossi Lourenço, defendeu hoje (26) um combate mais efetivo por parte do Estado nas fronteiras do Brasil – principalmente as secas, de grandes extensões – para evitar o ingresso da cocaína no Brasil. “Se você não tem o produto, não tem o adquirente, o comprador. Um combate mais intensivo, com uma política agressiva de bloqueio nas fronteiras, é fundamental para evitar o consumo interno de drogas”.
A afirmação foi feita por Vladimir Rossi ao tomar conhecimento de documento divulgado pela Organização das Nações Unidas (ONU), estimando que o Brasil possui 860 mil usuários de cocaína e que 0,7% da população brasileira de 16 a 64 anos teria consumido a droga no ano de 2005, conforme o relatório anual do Escritório das Nações Unidas para Drogas e Crimes.
Ainda na avaliação de Vladimir Rossi, é fundamental que o Estado brasileiro combata emergencialmente a entrada da droga no país. Para isso é preciso que haja um aparato policial mais efetivo nas fronteiras. “É preciso investir nisso. Nossa fronteira seca é muito extensa, o que facilita o ingresso da droga, principalmente a partir da Bolívia e do Paraguai”. Ainda conforme o estudo da ONU, o Brasil aprendeu 16 toneladas de cocaína no ano de 2005 (cerca de 6% a mais que no ano anterior).
