OAB-MT quer julgamento justo para policial que matou advogada
Cuiabá (MT), 11/06/2007 - O policial militar Valtencir Costa, acusado de ter assassinado a tiros a advogada Andréa Carvalho Furtado, em Tabaporã, no noroeste do Mato Grosso, “deve ter um julgamento justo”. O pedido foi feito pelo presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) de Mato Grosso, Francisco Faiad, ao se manifestar sobre a prisão ocorrida nesta sexta-feira, na cidade de Rolim de Moura (RO). Além do julgamento justo, o policial deverá também cumprir pena de acordo com a sentença. “Este é um caso emblemático, em que a impunidade não pode prevalecer sob qualquer aspecto”, disse Faiad.
A OAB-MT designou o advogado João Batista Cavalcanti, presidente da Subseção da OAB na cidade Poxoréo, para atuar como assistente de acusação. Ele também foi designado para acompanhar os procedimentos administrativos, que deverão resultar na expulsão de Valtencir da corporação militar. O policial já teve seus soldos suspensos.
Valtencir Costa estava com prisão preventiva decretada pela Justiça de Mato Grosso e vinha sendo procurado há 52 dias. Ele é acusado de ter assassinado a advogada Andréa de Carvalho Furtado no dia 16 de abril, enquanto ela trabalhava em seu escritório, em Tabaporã. Andréa conduziu o processo judicial de divórcio do policial com a ex-mulher, o que não era o desejo dele. O homicídio teria sido uma forma de se vingar da advogada.
Para chegar ao foragido, o Ministério Público pediu a interceptação telefônica dele e de familiares mais próximos. A juíza da comarca Helícia Lourenço deferiu e a partir daí a polícia conseguiu a localização do policial. A OAB-MT cobrou diversas vezes das autoridades de segurança a prisão de Valtencir. O caso estava sendo acompanhado pelo Conselho Federal da OAB e ainda pela OAB do Piauí, Estado onde Andréa foi sepultada.
