Britto: Operações da PF são fundamentais mas dentro da legalidade
Rio Branco (AC), 30/05/2007 - “É preciso acabar no Brasil com a sensação de que só pobre vai pra cadeia. E que é fácil e bom roubar”. Por isso, as Operações da Polícia Federal são fundamentais mas toda investigação tem um limite e esse limite é a legalidade”. A afirmação foi feita hoje (30) pelo presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Cezar Britto, antes de embarcar na capital acreana com destino a Brasília, onde esteve visitando pela primeira vez a Seccional da OAB. Britto afirmou que, independentemente de classe social, todo cidadão brasileiro tem direito a três pontos: saber do que está sendo acusado, direito a um advogado e a preservação de sua imagem enquanto não condenado judicialmente. “Estes requisitos não foram respeitados em boa parte destas Operações da Polícia Federa”.
O presidente nacional da OAB Cezar Britto defendeu a punição exemplar dos corruptos. Para ele, uma das provas de que a OAB é favorável à punição da corrupção no País foi a defesa da instituição que preside da instalação da CPI do Apagão Aéreo na Câmara dos Deputados, para investigar os contratos irregulares da Infraero. Além disso, a OAB já declarou publicamente o apoio à criação de mais uma CPI para investigar a relação de deputados com todas as empreiteiras e não apenas com a empresa Gautama”.
Cezar Britto reafirmou que a OAB não apoia investigações sem limites. “A OAB não está em defesa dos corruptos, mas sim de que os direitos básicos de cada cidadão sejam respeitados”, concluiu.
