Britto defende nome de Pedro Simon para presidir CPI da Navalha

sexta-feira, 25 de maio de 2007 às 04:24

Brasília, 25/05/2007 – Por considerar o senador Pedro Simon (PMDB-RS) “um político imparcial e de grande confiabilidade”, o presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil, Cezar Britto, defendeu hoje (25) a indicação do seu nome para a presidência da CPI da Navalha, que deve ser instalada no Congresso Nacional para apurar as fraudes em licitações e pagamento de propinas a autoridades, sob comando da empreiteira Gautama. Britto lembrou que Simon foi o autor da proposta de abertura da CPI das Empreiteiras, logo após a CPI dos Anões do Orçamento, em 1993, o que não foi aprovado pelo Congresso. Britto propõe que a CPI da Navalha investigue não só a Gautama, mas “passe a limpo todas as relações de empreiteiras com o Estado brasileiro”.

Cezar Britto afirmou que o Brasil está atrasado, há pelo menos 14 anos, no combate decisivo à corrupção envolvendo empreiteiras e o momento é este para agir. Ele destacou que se a CPI proposta pelo senador Pedro Simon tivesse promovido um saneamento nessa área naquela época, fatos como os descobertos pela Operação navalha talvez não estivessem ocorrendo atualmente. Britto lembrou que o próprio senador, em entrevista recente a uma emissora de rádio nacional, afirmou que “o que estamos vendo agora é uma repetição de tudo o que aconteceu no passado”.

O presidente nacional da OAB voltou a considerar “fundamental” a instalação da CPI para investigar os fatos envolvendo licitações e liberações fraudulentas de recursos para obras públicas como as apontadas dentro da Operação Navalha. Para ele, o Congresso Nacional não pode, desta vez, perder a oportunidade de dar um exemplo ao País, apurando a fundo as irregularidades que envolvam empreiteiras com desvios de dinheiro público. Cezar não acredita que haverá qualquer “operação-abafa”, destinada a inviabilizar o clamor pela instalação da CPI neste momento. “Isso seria um desserviço ao País, que precisa ter as relações com as empreiteiras, definitivamente, passadas a limpo”, concluiu.