Lino Machado condena ditadores de plantão da PF
Brasília, 08/05/2007 - Defensor durante o regime militar de mais de quatrocentos presos políticos, inclusive do engenheiro e deputado Rubens Paiva e do líder estudantil Onestino Guimarães, o decano dos advogados que atuam na Justiça Militar no Brasil, Lino Machado, com 85 anos, garantiu hoje (08) que “os advogados eram muito mais respeitados durante o regime militar do que atualmente pelos agentes e delegados da Polícia Federal“. Em todas as Operações os advogados estão sendo impedidos pelos delegados de ter acesso aos seus clientes, o que configura um “verdadeiro atentado” às prerrogativas da categoria. Segundo Lino Machado, durante a ditadura os advogados contratados pelos presos políticos tinham total acesso aos clientes, ao contrário do que ocorre nos dias de hoje quando o país vive um período democrático e os delegados da Polícia Federal se transformaram em verdadeiros “ditadores de plantão”.
Lino Machado, que compartilhou também a tribuna do advogado no Superior Tribunal Militar com nomes como Heleno Fragoso e Evaristo de Morais, lamentou que magistrados estejam sendo acusados de venda de sentenças judiciais. “É uma tristeza que haja um juiz sendo preso por vender uma sentença judicial. Todos os juízes que forem pegos vendendo sentenças devem ir para a cadeia. É uma fatalidade. Infelizmente o país apresenta reflexos muito tristes. Há falta de equilíbrio, há falta de nobreza em fazer justiça. A atividade judicial não pode ser emprego. Juiz tem que ser devoção”.