CNBB critica abuso nas edições de medidas provisórias

quinta-feira, 03 de maio de 2007 às 07:53

Brasília, 03/05/2007 - Os bispos do Brasil criticaram, na análise de conjuntura debatida na tarde desta quarta-feira na 45ª Assembléia da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), a transformação das medidas provisórias enviadas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao Congresso “em afirmação de interesses grupais ou pessoais”. No texto, que serviu de guia para o debate entre os bispos reunidos em Indaiatuba, a cerca de cem quilômetros de São Paulo, há críticas também às Comissões Parlamentares de Inquérito (CPIs), transformadas “em moedas de embate político-partidário”. Para os bispos, as MPs e as CPIs têm servido para aumentar a lentidão do Congresso.

Fechado a participantes que não fazem parte do episcopado brasileiro, o debate teve a participação de cerca de 300 bispos. No texto, elaborado pela assessoria da CNBB, há críticas também ao Congresso em relação ao projeto enviado no começo do ano pelo Fórum pela Reforma Política, assinado por 34 entidades, entre as quais a OAB e a CNBB. Conforme a análise, o andamento da reforma está “muito lento e sem muita motivação por parte dos parlamentares”, por isso “urge pressão da sociedade”.

“Estamos com as pautas trancadas pelas MPs” “Estamos com as pautas parlamentares trancadas pelas MPs do Plano de Aceleração Econômica (PAC) e às voltas com as CPIs do Apagão Aéreo, criando lentidão no ato de legislar”, afirma o texto, que não é documento oficial da CNBB e nem da assembléia. (O Globo)