Britto: procurador se equivoca sobre queixas da OAB na Furacão

quinta-feira, 19 de abril de 2007 às 04:55

Brasília, 19/04/2007 – O presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil, Cezar Britto, classificou hoje (19) como “totalmente equivocada” a afirmação do procurador-geral da República, Antonio Fernando de Souza, que considerou “infundadas” as reclamações da OAB sobre cerceamento ao direito de defesa praticado pela Polícia Federal em relação à Operação Furacão. Britto salientou que, quando o Conselho Federal da OAB postulou ao ministro relator do inquérito do STF, Cezar Peluso, na última segunda-feira, para que fosse respeitado o direito de defesa, “não havia nenhum respeito à participação dos advogados nos autos processuais nem comunicação reservada e pessoal com seus clientes, pois os delegados da PF que trabalham na operação os impediam”.

“Somente após a atuação do STF, por solicitação da OAB, é que o reconhecimento à participação dos advogados foi assegurado”, lembrou Cezar Britto. Ele afirmou que é preciso, portanto, “situar a declaração do procurador-geral da República no tempo e no espaço”. O presidente nacional da OAB destacou que as restrições ao direito de defesa e ao trabalho dos advogados nos primeiros dias da operação foram intensas e documentadas. Mas hoje – assinalou - há informações dos advogados que atuam no caso de que o acesso aos autos e aos presos já está assegurado, diferentemente dos primeiros dias da semana.