Advogada é morta a tiros dentro do escritório em Mato Grosso

segunda-feira, 16 de abril de 2007 às 09:47

Cuiabá, 16/04/2007 - A advogada Andrea de Carvalho Furtado Pereira, 30 anos, foi assassinada na tarde de hoje (16) em seu escritório no município de Tabaporã, na região norte de Mato Grosso. Andrea estaria sozinha no local, trabalhando em um processo, quando foi atingida por dois disparos. O presidente da Seccional de Mato Grosso da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Francisco Faiad, emitiu uma nota à imprensa lamentando a morte da advogada. "O crime deve ser apurado com rigor pelas autoridades competentes para não gerar impunidade como muitos casos que ficam sem solução".

Segundo Faiad, o atentado e o assassinato demonstram uma clara tentativa de intimidação da classe da advocacia e afirmou que casos como esse não podem ficar impunes. A OAB-MT designou o advogado Luiz Carlos de Negreiros, de Sinop, para acompanhar diretamente o inquérito. Faiad informou que já solicitou audiência com o secretário de Estado de Justiça e Segurança Pública, Carlos Brito, para cobrar empenho na prisão dos criminosos.

A delegada regional de Sinop, Maria de Fátima de Moggi, chegou na cidade no início da noite para investigar o assassinato e informou que ainda não tem informações sobre os suspeitos do crime. O corpo de Andréa Pereira está no hospital da cidade de Tabaporã sendo periciado. Ela acrescentou que não conseguiu conversar até o momento com Fabiano Furtado, marido da vítima, que encontrou a mulher morta no escritório.

Andréia era natural de Teresina (PI) e casada com Furtado, que é comerciante da região e está sob efeito de sedativos desde que encontrou a mulher. Eles não tinham filhos. Andréia era recém-habilitada na Ordem dos Advogados do Brasil.

Na última sexta-feira, fez três anos do atentado que vitimou a advogada Irene Bricatti Paz, no município de Alta Floresta. "Até hoje não temos a solução desse crime", cobrou Faiad. Irene Bricatti foi assassinada com oito tiros em frente a seu escritório. "A voz da advocacia não pode ser calada de maneira violenta, como vem acontecendo", repudiou Faiad. (Site Terra)