Britto e Tarso examinam às 18h30 reflexos da Operação Furacão

sexta-feira, 13 de abril de 2007 às 05:53

Porto Alegre (RS), 13/04/2007 - O presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Cezar Britto, se reunirá logo mais, às 18h30, com o ministro da Justiça, Tarso Genro, em Canoas (RS), para avaliar os reflexos da “Operação Furação”, deflagrada hoje pela manhã pela Polícia Federal. Por enquanto, Britto está conversando com os presidentes das Seccionais e das Comissões de Prerrogativas dos Advogados dos Estados em que estão ocorrendo as prisões. Até o momento, Britto foi informado de que as Seccionais da OAB estão indicando representantes para acompanhar as buscas e apreensões em escritórios de advocacia.

Deflagrada nos Estados do Rio de Janeiro, São Paulo, Bahia e no Distrito Federal, a operação tem como objetivo desarticular uma organização criminosa que atuava na exploração do jogo ilegal e cometia crimes contra a administração pública. Foram cumpridos 70 mandados de busca e apreensão e 25 mandados de prisão contra chefes de grupos ligados a jogos ilegais, empresários, advogados, policiais civis e federais, magistrados e um membro do Ministério Público Federal.

Britto e Tarso Genro estão em Canoas para participar, a partir das 19h30, de um debate sobre reforma política durante o evento Fórum de Reforma Política - Caminhos para a Democracia. O debate será realizado no auditório da Universidade Luterana do Brasil (Ulbra).

A seguir, a íntegra do comentário feito há pouco pelo presidente nacional da OAB, Cezar Britto, sobre a Operação Furacão:

“Estou conversando com os presidentes das Seccionais e das respectivas Comissões de Prerrogativas dos Advogados de onde estão ocorrendo as prisões da chamada Operação Furacão, da Polícia Federal. As informações que tenho recebido dão conta de que a Polícia Federal está solicitando a indicação de representantes da OAB para acompanhar as buscas e apreensões nos escritórios de advocacia. Além disso, fui informado pelas Seccionais que as prisões na “Operação Furacão” foram mais sigilosas e menos espalhafatosas que em operações anteriores. No entanto, não temos ainda uma visão global de todas as prisões. Estamos acompanhando o desenrolar da Operação e ainda hoje a OAB vai divulgar a sua posição oficial sobre o caso. Às 18h30 vou me reunir em Canoas (RS) com o ministro da Justiça, Tarso Genro, para tratar do assunto”.