OAB tem papel importante na reforma política, afirma Tarso Genro
Brasília, 16/03/2007 – O novo ministro da Justiça, Tarso Genro, em seu pronunciamento de posse, fez hoje (16) praticamente um desagravo público à Ordem dos Advogados do Brasil diante daqueles que criticam ou discordam da posição da entidade expressa na sua proposta de reforma política. O ministro sustentou em seu discurso que, “independentemente de concordância ou não com as suas posições”, a OAB tem participação fundamental “num processo de reformas que nós temos que realizar, particularmente a questão da reforma política, que é uma das grandes pendências que o governo do nosso País ainda tem para com a nossa sociedade”. O ministro da Justiça destacou também a importância da OAB como porta-voz da sociedade brasileira e uma entidade que “deve ser objeto de diálogo permanente do governo”.
A seguir, o trecho do discurso de posse do ministro da Justiça, Tarso Genro, com referências à OAB, pronunciado na presença do presidente nacional da entidade, Cezar Britto:
“A Ordem dos Advogados do Brasil, independentemente das posições contingentes que assuma, das justiças ou injustiças que cometa – como todas as instituições o fazem, inclusive o governo, obviamente -, a Ordem dos Advogados do Brasil é uma instituição porta-voz da sociedade brasileira com todas as ambigüidades e contradições que essa sociedade tem. Mas, sobretudo, a Ordem dos Advogados do Brasil é uma estrutura regulatória do Direito brasileiro, é uma estrutura de vigilância do nosso sistema constitucional e é, portanto, uma instituição que não somente deve ser respeitada, ser objeto de diálogo permanente do governo – mas, sobretudo, incorporando-a, independentemente de concordância ou não com as suas posições, num processo de reformas que nós temos que realizar, particularmente a questão da reforma política, que é uma das grandes pendências que o governo do nosso País ainda tem para com a nossa sociedade. Portanto, presidente Britto, conte com a minha colaboração, com meu diálogo e também com os nossos conflitos porque, se isso não ocorrer, é porque ou o governo está agindo mal, ou a Ordem está inerte. Seja bem-vindo”.