OAB: fechamento de Guantânamo por Obama é volta da democracia a EUA
Natal (RN), 10/11/2008 - O presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil, Cezar Britto, afirmou hoje (10) que o anúncio do presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama, de que estuda o fechamento da prisão de Guantánamo, mantida pelo seu País em Cuba, "é o reconhecimento de que a democracia não pode conviver com regimes de exceção, com regimes que excepcionam o direito de defesa". Lembrando que a entidade sempre pregou o fechamento daquela prisão, o presidente nacional da OAB afirmou que, com a decisão, "Obama demonstra que compreendeu o sentido com que o mundo o aclama, a acolhida que recebeu, e quer que os Estados Unidos voltem a ser inseridos na democracia".
"A democracia não aceita Guantânamo, a democracia não aceita prisões clandestinas em que as pessoas são lá jogadas sem que se lhes assegure o direito de defesa; portanto, fechar Guantânamo é ressaltar a democracia", acrescentou Cezar Britto durante entrevista. O presidente nacional da OAB, juntamente com toda a diretoria da entidade, se encontra em Natal para conduzir, de amanhã até sábado, a XX Conferência Nacional dos Advogados, que discutirá o tema "Estado Democrático de Direito versus Estado Policial".