OAB-MT vê condições desumanas em complexo de infratores

sábado, 01 de setembro de 2007 às 08:03

Cuiabá (MT), 01/09/2007 – Após visita ao Complexo Pomeri, a Seccional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) do Mato Grosso se deparou com antigos problemas já denunciados pela entidade e pelo Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura (CREA). Hoje, o complexo prisional possui 168 internos, mesmo tendo capacidade para 126 adolescentes, e os internos foram unânimes ao queixar-se da alimentação. De acordo com os relatos, a comida é de péssima qualidade, chegando às vezes azeda até os internos.

A diretora do centro de internação, Mônica Rodrigues de Souza, concordou em parte com os relatos dos internos, mas lembrou que a refeição servida aos adolescentes é a mesma ofertada aos servidores do complexo. “Já oficiamos à secretaria pedindo providências quanto à melhoria na refeição. Algumas vezes presenciamos que a comida não era de qualidade e tivemos que jogar fora”.

Com relação ao espaço físico, a condição continua desumana. Conforme impressões da presidente da Comissão de Infância e Juventude da OAB-MT, Rosarinha Bastos, o mau cheiro é insuportável, o local é insalubre e sem qualquer tipo de ventilação. Durante a maior parte do dia, os adolescentes assistem TV, deitados pelo chão. Enquanto alguns estão em aula, outros realizam algum tipo de atividade física, sempre acompanhados por agentes orientadores munidos com pedaços de pau.

A previsão da diretora do Pomeri é remanejar, até meados de setembro, os adolescentes para um prédio mais arejado, que terá ambulatório, novas salas de aulas, refeitório e espaço para a implementação do programa de liberdade assistida. Cerca de 30% dos internos são do interior do Estado. Os demais são residentes na grande Cuiabá.