OAB-RJ: loteamento de cargos pode ter contribuído para tragédia
Brasília, 19/07/2007 – O presidente da Seccional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) do Rio de Janeiro, Wadih Damous, afirmou hoje (19) que a linha adotada pelo governo federal, de composição política para o “loteamento de cargos” em órgãos federais como a Infraero e a má gestão decorrente dessa realidade podem ter contribuído para a tragédia com o vôo 3054 da TAM no aeroporto de Congonhas, em São Paulo. “A partir do momento em que não se adotam critérios técnicos e objetivos de competência para o preenchimento de determinados cargos, isso pode acontecer. A Infraero é parte desse loteamento”.
Wadih Damous defendeu que o governo federal tome urgentemente a atitude radical de demitir as pessoas que foram indicadas politicamente para assumir cargos de direção no setor aéreo e que os preencha seguindo o critério exclusivo da competência. “É preciso que o preenchimento desses cargos se dê conforme o critério técnico e da competência, ou seja, que haja uma mudança radical na administração dos serviços aéreos no Brasil”, defendeu Damous. “Se isso não ocorrer no curtíssimo prazo, tragédias como essa que envolveu o vôo da TAM podem se repetir.”
O presidente da OAB fluminense se diz, ainda, bastante preocupado com as dúvidas quanto ao bom funcionamento da pista do aeroporto de Congonhas, uma vez que os aviões oriundos do Rio de Janeiro são, hoje, o principal volume de chegadas a Congonhas devido à ponte aérea. “Viajar de avião virou um fator de risco e medo no Brasil. Não há mais como se sentir seguro quanto à qualidade do serviço aéreo oferecido neste País”, afirmou Wadih Damous, acrescentando que faltou pulso ao governo para a resolução da crise aérea.