OAB-RS inicia cruzada contra a impunidade e corrupção
Porto alegre, 13/07/2007 - A cidadania gaúcha deu, hoje (13), o primeiro passo para um combate efetivo à impunidade e à corrupção que assolam o país. A partir do slogan "Agora chega!", representantes e afiliados de 72 entidades da sociedade civil, organizadas e lideradas pela Ordem dos Advogados do Brasil - Seccional do Rio Grande do Sul (OAB-RS), lotaram a Esquina Democrática, no Centro de Porto Alegre, no ato público chamado de "Movimento Contra a Impunidade e a Corrupção". A Esquina Democrática, tradicional palco de manifestações populares, reviveu seus momentos históricos, que em várias ocasiões marcaram a trajetória política brasileira.
"Com este movimento em defesa da ética e da democracia, estamos plantando uma semente que irá crescer e frutificar em todo o solo brasileiro", destacou o presidente da OAB-RS, Claudio Lamachia, referindo-se à determinação das entidades em ver repetida a iniciativa em outras capitais, tornando nacional o alcance do protesto. Conforme Lamachia, as Seccionais da OAB do Paraná, de Santa Catarina e do Rio de Janeiro, cujos presidentes participaram da manifestação, já estão programando eventos semelhantes.
Além deles, também estavam presentes dirigentes e representantes de outras seccionais da Ordem e das 104 OABs do Interior do RS (subseções). "É chegada a hora de a população sair às ruas para dizer que não agüenta mais assistir passivamente aos escândalos que envergonham a Nação e ferem os compromissos constitucionais das instituições", destacou Lamachia, ao discursar para as milhares de pessoas que circundaram o palco montado na Esquina Democrática.
Portando faixas e cartazes com palavras de ordem contra a impunidade e a corrupção, os líderes das entidades partiram em caminhada que começou na sede da Ordem gaúcha, na Rua dos Andradas, e foram para a Esquina Democrática, a uma quadra de distância. Já no trajeto, muitas pessoas se juntaram à manifestação, que contou ainda com a participação de dezenas de cavaleiros do Piquete da OAB-RS, cujas fileiras foram engrossadas por integrantes de outros piquetes e também artistas nativistas, dentre eles Nico Fagundes.
Incentivadas pelo forte sentimento cívico despertado pelos discursos dos oradores, as pessoas causaram grande emoção ao cantar os hinos nacional e rio-grandense. Ao final do ato público, houve uma grande caminhada por algumas ruas centrais da cidade, tendo à frente dirigentes, autoridades, estudantes e pessoas que, ao longo do trajeto, se identificaram com a proposta do movimento e se juntaram ao protesto. Atrás, os cavaleiros portavam as bandeiras e faixas das entidades que subscreveram o "Manifesto à sociedade brasileira".