Damous: falta de punho do governo é causa da crise aérea

sábado, 23 de junho de 2007 às 09:46

Rio de Janeiro, 23/06/2007 – O presidente da Seccional da Ordem dos Advogados do Brasil no Rio de Janeiro (OAB-RJ), Wadih Damous, afirmou que “a ausência total de firmeza política do Governo Federal” é a principal causa da grave crise vivida atualmente no setor aéreo brasileiro. Para ele, o presidente Lula deveria determinar a alguma autoridade do setor a centralização das decisões para que seja resolvido, de forma definitiva, o caos aéreo. “Como está, uns declarando que é a solução é relaxar e gozar; outros de que a crise é sinal de prosperidade – declaração do ministro do Planejamento, Guido Mantega - vamos continuar sem solução e, pior, com a população sendo atingida diretamente sem que se possa fazer nada”, disse.

Wadih Damous defende, ainda, o fim da divisão entre controladores de tráfego aéreo, uns civis e outros militares: “É urgente a desmilitarização completa desse sistema de tráfego aéreo. Essa dicotomia é um dos favores do caos”, afirmou o presidente da OAB fluminense. “Além disso, o governo precisa oferecer condições mínimas de trabalho e remuneração aos operadores”, acrescentou.

O presidente da Infraero, brigadeiro José Carlos Pereira, disse nessa sexta-feira que a situação nos aeroportos brasileiros deve se estender pelo menos até hoje. Os espaçamentos das decolagens permanecem sendo de 15 a 30 minutos, quando, em condições normais, esse tempo é de apenas cinco minutos.

Além disso, a Aeronáutica anunciou uma série de medidas para tentar amenizar a crise, além de afastar militares controladores de vôo do Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle do Tráfego Aéreo (Cindacta) 1 em Brasília. O plano emergencial traz as seguintes medidas: prontidão de quatro Esquadrões de Comunicações e Controle para pronto emprego; reforço com pessoal devidamente preparado e remanejado de várias regiões do país; ativação de um centro militar de Controle de Tráfego Aéreo que funcionará como reserva para a garantia do fluxo regular na região sob jurisdição de Brasília; criação de corredores especiais de tráfego nos trechos mais congestionados; e ativação de rotas especiais para o tráfego aéreo entre as regiões São Paulo – Rio de Janeiro – nordeste do país, entre outras.