Distrito Federal quer número maior de defensores públicos
Brasília, 11/06/2007 - Os 50 mil brasilienses que não têm acesso a instâncias jurídicas por meio de advogados particulares e que aguardam na fila pelo atendimento gratuito da Defensoria Pública do Distrito Federal podem receber uma boa notícia. O secretário de Estado de Justiça, Direitos Humanos e Cidadania do DF, Raimundo Ribeiro, anunciou que o governo está empenhado em completar o quadro dos 200 defensores públicos do Centro de Assistência Judiciária (Ceajur), hoje com apenas 134 profissionais.
A medida irá melhorar o atendimento da parcela da população que ganha menos do que cinco salários mínimos (R$ 1,9 mil). A agenda dos núcleos de atendimento do Ceajur está lotada até dezembro e os defensores só conseguem atender de imediato os casos considerados prioritários, como pedidos de investigação de paternidade, pensão alimentícia, separação e divórcio.
A criação de uma bolsa remunerada para estagiários da Defensoria está sendo estudada e os mutirões da Justiça continuarão a atender a população menos favorecida. Enquanto os novos defensores não são nomeados, os brasilienses podem continuar recorrendo à Fundação de Assistência Judiciária da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-DF) ou à Universidade de Brasília (UnB), que mantém há 15 anos um Núcleo de Práticas Jurídicas. Com informações do Jornal de Brasília.